A maravilha dos Jantares de Natal e do “Amigo Secreto”!

Alguém na mesma situação que eu?! Adoro o Natal.

Odeio a brincadeira do Amigo Secreto. E não gosto particularmente dos Jantares de Natal das empresas.

Estamos a chegar à época, em que todas ou a maioria das empresas e dos departamentos ou setores, começam a ficar extremamente excitados só de pensar no jantar de Natal e no sorteio do “Amigo Secreto”.

Há pessoas que vibram, e esperam o ano inteiro, por este momento. Duas coisas que eu não compreendo, mas se calhar é porque eu sou um bicho do mato.

Das duas uma, ou trabalhas com a família e com amigos, mas amigos daqueles (que te podem ver bêbado e ainda te ajudam a ir para casa) e o jantar de Natal até se torna divertido, ou então não compreendo o seu propósito!

É de uma hipocrisia do tamanho do mundo.

Juntar pessoas, que andam um ano inteirinho a lixarem-se com F grande, umas às outras, num restaurante, e brincar ao Pai Natal serve para quê mesmo? E ter de comprar uma prenda para essas mesmas pessoas?

Gastar nem que seja 1€ com a Marta da contabilidade que é uma porca durante o ano todo, é coisa para me dar comichão no rabo, quando chegamos a Outubro!

E o mais engraçado é que quem vibra mais com esta época, são as piores pessoas de todas. Tipo o/a Big Boss, que fica logo com um brilhozinho nos olhos, quando se fala no jantar de Natal. Falsos.

Por norma os jantares terminam sempre da mesma maneira, a elite da empresa agarrada aos seus charutos e copos balão com líquido cor de mijo, todos juntinhos a rir e a coçar as suas enormes barrigas e a ralé sentada ao frio, a fumar um cigarro à espera que a palhaçada termine e chegue logo a hora de trocar a merda das prendas, para sair de fininho e ir beber uma valente Mini com pessoas que verdadeiramente importam.

A troca de prendas vem depois do jantar e é a pior hora de sempre, (sim aquelas que compramos à última hora e andamos 4 horas inteiras, num centro comercial à voltas, porque nos calhou na rifa, o João da Direção de Compras e nós só lhe dissemos bom dia uma vez em 15 anos e nem sequer sabemos qual o último nome dele para escrever no cartão).

Quando chega a nossa vez, entregamos a nossa prenda, a melhor que conseguimos arranjar, com aquele ar de não sei bem quem és, mas toma lá uma caixa de bombons de licor (quando afinal o gajo até anda nos AA e não os pode comer) e quando reparas à tua volta está tudo a rir baixinho, mas só depois de lha entregares é que alguém vem por trás e te sussurra isso. E ficamos sempre com aquele ar “Epá desculpa aí, eu levo de volta“.

Ou quando chega a nossa vez de receber a prenda ou presente (sei lá bem), e vem a cabra da Luísa dos Recursos Humanos, que sempre nos olhou de lado com ar de nojo e nunca chegou nem perto, porque acha que temos “pessidonite” aguda, e nos entrega uma merda duma floreira de plástico, e ainda nos dá um (sim UM) beijinhos e diz “Feliz Natal, querida“.

É nesta altura, que os meus olhos se enchem de raiva, e em pensamento, digo “Feliz Natal mas é o c*rlh, e podes enfiar a floreira num sítio que eu cá sei, que esta merda é do chinês e cheira a plástico que tresanda“, mas verbalizo simpaticamente “Igualmente“.

Ah, o espírito Natalício nestas Festas de Natal das empresas é qualquer coisa de bonito. Tanto amor. Tanta compaixão. Tanta amizade. Todos tão amigos, e na segunda-feira seguinte, já está tudo a arrancar olhos de novo. Adoro.

Não sei se será um pouco cedo, mas a todos um Feliz Natal.

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