Casados à primeira (e última) vista!

Gente, mais um programa brutal desta nossa televisão. Eu sei, eu sei, sou um bocado preconceituosa, porque se fosse no TLC era maravilhoso, mas como é num canal português (…).

E sim, tenho razão. Num canal português não é a mesma coisa. Parece-me sempre pior. Parece-me sempre mais vulgar. Não sei. Posso ser eu, como pode ser a produção do programa, ou as pessoas que nele participam.

O que é certo, é que perdi, um tempinho, para ver um episódio. E digo-vos, que coisa “fraquinha“.

O objetivo é, ter um programa de sensivelmente dois meses. Nestes dois meses, as pessoas que se casaram com alguém que nunca viram na vida, deverão viver juntas e no fim, tomam a decisão de continuar casadas ou de se separar.

E agora eu pergunto, quem é que se casa, já com o objetivo de se divorciar? E respondi a mim mesma, assim que fiz a questão. Claro, não pagaram um tostão pela boda e nem pela lua-de-mel. Só tiveram de aparecer. Será?

Não sei se é assim tão fácil. Então a pessoa arrisca a casar e passar nem que seja uma noite, com outra, que não conhece. Vai que a outra é louca? Vai que é um assassino em série? Vai que tem mau hálito? Ou pêlos nos dedos dos pés? Ou não tem dentes da frente? E tem de tirar a placa para dormir?

E agora vocês dizem, ah mas podem ser boas pessoas. Podem ter pêlos nos dedos dos pés, mas ser excelentes ouvintes. Companheiros. Sim, mas o outro não sabe isso. Porque não se conhecem.

No meio disto, há pessoas do universo do coaching, psicologia, neurociências, e sexologia. Mas porra, cada um sabe de si.

Eu lá aceitava, que um profissional do coaching me escolhesse um marido? Imaginem lá que o profissional que escolhe, é arrasado da “mona“, e gosta de homens com mau hálito e com zero sentido de humor? É que depois eu é que tinha de casar com ele e viver no mínimo dois meses, com essa pessoa.

Como é que isto funcionava na minha mente (e que não difere muito do que se passa), juntam-se os terapeutas todos:

– Olhem, olhem, encontrei o par ideal para a Francisca. O José Joaquim. 

– Mas porque é que dizes que é o par ideal?

– Porque o nome começa pela mesma letra. Não é romântico? 

– Ah, que bonita associação. É isso. Encontramos o primeiro casal. Vamos avançar. 

Isto é um Tinder da vida real, mas onde a pessoa não tem o direito sequer de escolher e ver o que lhe vai calhar na rifa.

– Joana, encontramos o seu par ideal. 

– Não me diga Dr. Mas como assim o par ideal?

– Ah, no dia em que colocamos os “emplastros” na sua cabeça, deu para ver que adora gatos. E o seu par ideal, imagine só, tem 12 gatos. Lindos de morrer. 

– Eu gatos? Mas, eu odeio gatos. Fazem-me alergia. Quase morro, quando tenho um por perto. Imagine 12. 

– A sério? Mas aqui no seu exame diz o contrário. Olhe paciência, agora já está. Também casa com ele, e só tem de aguentar dois mesitos. Depois pode pedir o divórcio, e fica tudo bem. Até lá, aconselho ir ao seu médico de família, pedir um carregamento de anti-alérgicos para não morrer. Se bem que isso iria dar imensas audiências. Olhe, se falecer, tanto melhor. 

Basicamente, é isto. Mais um programa, onde o que conta é o amor! Que bonito.

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